quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Líderes contra uma Ordem Antiga




IMPÉRIO ROMANO. O maior e mais poderoso império de todos os tempos. Começava a ser fundada como uma simples vila na península itálica , e anos mais tarde dominaria o mundo.

Roma passou por varias etapas ao longo de sua existência: O Reino de Roma, A Republica Romana e por fim o Império Romano. Nessas tres fases distintas, essa população conheceu o auge e a supremacia de governar com pulsos firmes várias províncias poderosas e destruir quem se opusesse a ela.

Como Roma era conhecida pelos vários escravos que tinha e pelos inimigos que conseguia, revoltas, rebeliões e guerras aconteciam para acabar com essa ditadura romana. Abaixo vocês verão, os mais notáveis líderes que se opuseram contra os brilhantes generais romanos, e principalmente tirando a autoridade dos magníficos imperadores de Roma. POR ORDEM CRONOLÓGICA.

                                                 
                                            ESPÁRTACO

Líder da mais célebre revolta de escravos
                                            

Não se sabe quem era a sua família, só a sua origem: Trácia . Como a região da Trácia era uma província da Republica Romana , várias pessoas eram levadas a Roma e reduzidas a escravidão. Espártaco devido a sua força física, foi comprado por um mercador a serviço do lanista Lentulo Batiato, e levado para a escola de gladiadores em Cápua, na Campânia (Itália).
Espártaco como era grande e forte, chamou a atenção dos romanos que tomava conta dos escravos. Vencia todos os gladiadores nos treinamentos, conseguindo muita admiração pelos seus amigos escravos e tendo muito mais cuidado com os soldados.

A Revolta de Espártaco

Em 73 a.C., cerca de duzentos escravos da escola  sob a liderança de Espártaco revoltaram-se, devido aos maus-tratos que recebiam dos soldados, e armados apenas com facas de cozinha, atacaram os guardas da escola. Depois daquele fato inesperado, várias expedições foram mandadas para capturar Espártaco. Mas todas foram derrotadas pelos escravos, em batalhas ferozes, tendo-lhe custado a vida de muitos homens, tanto da parte de Roma, como da parte de Espártaco. Com essas batalhas sangrentas, e as vitórias dos revoltados, fez  Espártaco ficar temido por todos, inclusive pelos romanos.


Crasso é encarregado de matar Espártarco

Roma, indignada pela vergonha de seus homens serem vencidos e humilhados por escravos rebeldes, encarregaram o grande general Marco Licínio Crasso , de acabar com Espártaco. Crasso começou com uma perseguição implacável durante muito tempo contra os escravos e seu comandante. Pois soube, que havia tido um sério desentendimento entre os rebeldes, e que eles haviam se separado em duas partes. Crasso então enviou uma tropa para acabar com uma parte delas, porém foram derrotados, porque Espártaco chegou com o seu exército e fez cessar a perseguição, perdendo varios homens no combate. Com essa perda, Espártaco retirou-se para as montanhas de Petélia , perseguido sem trégua pela retaguarda por Quinto, um dos tenentes de Crasso.

 Porém, tudo mudou de repente, e Espártaco conseguiu derrotar os romanos. Esta vantagem obtida sobre os romanos deu origem à ruína final de Espártaco, porque seus guerreiros, encheram-se de orgulho e audácia que não quiseram mais combater, e nem obedecer mais a seu líder. Crasso garantido que a vitória estaria certa, fez uma trincheira para chegar a base dos escravos, que eles tentaram impedir. Antes da batalha final, Espártaco matou seu cavalo, e disse sua última frase para todos os guerreiros ali presente (contava-se 200.000 escravos no momento).

"Se eu for vencido neste combate, ele de nada me servirá. Mas, se eu for vitorioso, muitos deles, belíssimos e excelentes, terei dos inimigos à minha disposição"


No fim de tudo, em 71.a.C. , com um exército muito mais preparado e organizado, os romanos aniquiliram os escravos, esmagando a revolta de Espártaco, colocando um fim a maior célebre revolta de escravos da história . Crasso voltou a Roma, com um estilo triunfal, ganhando uma posição a mais pelo próprio senado romano.

Crasso puniu os que sobreviveram mandando crucificar 6000 revoltosos ao longo da Via Ápia (de Cápua até Roma).


VERCINGETÓRIX

Chefe dos grandes guerreiros

Quase 18 anos após a grande revolta de escravos liderados por Espártaco, mais uma estava prestes a surgir.

Seu  nome era Vercingetórix, nascido em Auvérnia (região da Gália) filho de Celtill, serviu no exército romano em 56 a.C., mas ja tinha ódio mortal deles e ja planejava uma resistência que marcaria para sempre a história da Gália .

Durante o primeiro semestre do ano 53 a.C., aldeias foram incendiadas e povos foram massacrados. Júlio César (ditador de Roma) , fingiu acreditar que a Gália estava pacificada e que nada estava acontecendo, mas ainda esperava pelo pior. Aconteceu em 23 de janeiro de 52 a.C., na floresta de Orleães, foi decidida, por ordem dos chefes gauleses finalmente reunidos, uma revolta geral na Gália. Em 13 de fevereiro de 52 a.C., os gauleses massacraram os cidadãos romanos de Orleães e a notícia então foi finalmente transmitida a toda a Gália. E em pouco tempo, Júlio César descobriu que os arvenos e gauleses, estavam sob a liderança de um único homem. Depois de tanto tempo desde aquela revolta dos escravos sob a chefia de Espártaco, mais uma ja estava sendo erguida. Agora o líder dessa rebelião, se chamava Vercingetórix .

Vercingetórix de início, encontrou dificuldades pela frente. Precisou ir as vilas mais próximas e recrutar os homens fortes e os vagabundos. Com esse primeiro exército, penetrou em Gergóvia, encorajou os habitantes da cidade à resistência, acabou por convencê-los e por expulsar os covardes e os traidores. Consciente de que podia realizar na urgência uma espécie de exército nacional,enviou mensagens aos principais povos da Gália para convidá-los a se rebelarem e a se colocarem sob sua autoridade.

Excelente organizador, ele recrutou soldados em cada povo, e ordenou a fabricação urgente de armas, dando prazos de entrega. Sabia que a cavalaria é a arma da decisão suprema numa batalha, e zelou por sua formação. Ameaçou queimar vivos ou torturar até a morte os que pensassem em traí-lo, e inclusive deu exemplos aterrorizantes entre os que mostraram alguma fraqueza ou algum medo, cortando-lhes as orelhas ou furando-lhes os olhos. César, ao tomar conhecimento dessas más notícias estava diante de um dilema na falta de tropas suficientes. Vercingetórix, segundo as previsões de César, desguarnece então suas posições do lado de Bourges e parte às pressas para Gergóvia, a fim de auxiliar seus aliados. César marcha a seguir, sobre Bourges. Advertido dessa aproximação, Vercingetórix deixou precipitadamente Gergóvia e retornou em direção a Bourges, indo primeiro a uma cidade dos bitúrgios. Nessa cidade de Bourges, ouve um confronto entre a cavalaria de César e a de Vercingetórix, resultando na vitória dos romanos, então os habintantes dessa cidade acabaram se rendendo definitavamente.

Vercingetórix guerreando contra os romanos

Vercingetórix decidiu então empregar meios extremos e praticar o que chamaríamos hoje a política da terra arrasada. Os gauleses corajosamente a aceitaram como um último recurso. Incendiaram suas aldeias e casas a fim de impedir os romanos de se reabastecerem de forragem e alimentos de primeira necessidade. Queimaram inclusive cidades que os romanos teriam tentado ocupar para escapar à escassez. César, como era um general e líder de grandes exércitos romanos, sabia perfeitamente a psicologia dos gaulses.

Vercingetórix acabou de cometer um erro que não deve ser cometido e que terá tristes consequências. Ele retirou-se na retaguarda de Bourges com seu exército de reserva e observou de longe, o avanço romano. Logo que esse exército romano chegou, Vercingetórix os atacou, os dispersou e causou também uma grande carnificina. Mas os romanos não estavam por vencidos, e acabaram atacando a cidade de Bourges várias vezes, derrubando as fortificações e massacrando muitos habitantes. Após muitas lutas, matanças e escaramuças muitas vezes sangrentas e muitas perdas, Vercingetórix não lhe restou senão um único recurso estratégico: encontrar um lugar que dificilmente seria conquistado e anexar ali com todo o seu exército. Ele escolheu Alésia . O ponto que decidiria a guerra dos romanos contra os gauleses.

O último exército de apoio gaulês tinha sido despedaçado. Os sitiados de Alésia, vendo os restos desse exército caírem, compreenderam que tudo estava perdido. Não tinha mais onde fugir ou lutar. Os romanos tinham cercado toda a área, e estavam totalmente armados com máquinas de guerra altamente destruidoras, com muitos exércitos alinhados e preparados para lutar. Vercingetórix convocou então uma assembléia e comentou dizendo sua última frase antes do fim.

"Não empreendi essa guerra para meus interesses pessoais, mas para a defesa da liberdade comum; e que, sendo preciso ceder ao destino, me ofereci aos meus aliados deixando-lhes a escolha de apaziguar os romanos por minha morte ou me entregar vivo"
Vercingetórix se rende a César
Após sua rendição, Vercingetórix foi levado prisioneiro a Roma e jogado em uma cela e muito provavelmente morreu estrangulado na prisão Mamertina em 46 a.C. 

Para lembrar: Vercingetórix não era um escravo assim como Espártaco foi. Pelo contrário, era um soldado romano, mas vendo as atrocidades que os romanos faziam e matando pessoas de sua região, decidiu rebeliar-se contra Roma.

Ele seria para sempre lembrado na história dos gauleses, como  Vercingetórix "O Chefe Supremo dos Guerreiros".


                             Bar Kokhba

O Filho da Estrela

Não há muitos relatos sobre esse homem, mas a sua origem era judaica . Esse homem, só foi ficar conhecido por toda Jerusalém , quando decidiu rebelar-se contra, agora o poderoso "Império Romano ".

Tudo começou,  após a viagem do imperador Adriano, pelo Oriente entre os anos 130 e 131, na tentativa de revitalizar o helenismo cultural do Império Romano naquela região. Entre seus planos estava a reconstrução do Templo de Jerusalém, onde seria erguido um santuário dedicado a Júpiter Capitolino . Essa decisão, feriu os sentimentos dos judeus, que não podiam aceitar a construção de um templo em homenagem a um " deus (pagão)" , encima do templo que foi construído por Salomão , com muito sacrifício e dedicação. Esse foi o principal motivo para acontecer a revolta judaica contra os romanos.

A guerra dos judeus contra os romanos

Quando a revolta começou, os romanos foram pegos logos de surpresa. Grupos de judeus armados, emboscaram coortes da Legio X Fretensis, (uma legião romana), dando várias perdas aos romanos. Como um rastilho de pólvora, a revolta se espalhou por toda a província, com os rebeldes fabricando, reunindo armas, e fortificando cidades. O governador da Judéia naquela época se chamava Quinto Tineio Rufo , e vendo que não poderia sufocar essa rebelião, chamou outros generais de nome, mas no fim, não foi possível impedir que os rebeldes tomassem Jerusalém e acabou por ser expulso da cidade.

A essa altura da rebelião, um nome estava sendo conhecido por todos: Simão bar Kokhba, o líder da rebelião, a quem deram o nome de "Filho da Estrela".  À frente de seu exército, Simão entrou em Jerusalém, foi saudado como "Príncipe de Israel", e proclamou a independência do estado judeu. Mas estes, ficaram escondidos em cavernas por cerca de três anos e meio. Neste tempo os judeus atacaram os romanos. Mas Simão nunca era encontrado.

A situação ficou tão séria, que Adriano vendo que judeus estavam tomando conta de uma de suas províncias, despachou para a Judéia seu melhor general, Sexto Júlio Severo, que estava governando a Britânia. Contando com dez legiões, além de tropas auxiliares (ao todo, cerca de cem mil homens) dividiu suas forças em grupos de pequenas unidades móveis, formando grupos de reação rápida que podiam responder prontamente, sempre que chegavam relatórios de atividades de guerrilha dos inimigos.

Durante este tempo de guerra, o general Sexto, procurou Simão por todos os lugares de Jerusalém. Por uma sorte incrível do destino, cerca de 50 esconderijos dos rebeldes foram localizados e eliminados, com 985 vilas judias foram destruídas na campanha. Até que em 135, Severo finalmente encurralou Simão em Betar, (6 milhas a sudoeste de Jerusalém). O general invadiu o território com seu grande exército, e guerrerou contra os guerreiros judeus, liderados por Simão. Apesar da corajem e força dos judeus, o refúgio foi invadido e os romanos massacraram todos os que nele encontram, incluindo Simão. Foi o fim do "Filho da Estrela" e da revolta judaica que um dia pensou em ser livre.

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